Não criamos para encontrar sentido, mas porque criar é a resposta inevitável à ausência dele.
Cada peça parte de uma estrutura reconhecível e carrega uma ruptura deliberada. O absurdo não é excesso, é fricção. O design nasce do choque entre forma, intenção e falha.
A marca nasce da recusa em buscar sentido onde ele não existe. Criamos como quem insiste em existir: sem promessa, sem finalidade, sem redenção. As roupas não explicam, não confortam, não resolvem — apenas existem, como extensão do gesto de criar diante do absurdo.
Fiapo não é o todo, nem a resposta. É o que sobra quando o sentido falha — e ainda assim insiste.